NOSSAS ORIGENS


A origem dos Obreiros de Pedra nasceu pelo idealismo de três Homens: Antonio Carlos Zamprogna, Jose Newton Aymoné e Sergio Ricardo Solis de Oliveira, quando se reuniram em 28 de abril de 1990, estando também presente, a convite, Carlos Roberto Nunes Oyarzabal, com o objetivo de fundarem um triangulo Maçônico.

Daquela reunião produziu-se um documento que foi intitulado “Manifesto de Fundação de triangulo Maçônico”o qual , em resumo continha o seguinte:
…em sala discreta e reservada, para tratarem de assunto exclusivamente maçônico, para nesta ocasião trocarem idéias, exporem posicionamentos, concluírem algo do exposto e, ainda , verificarem a possibilidade da FUNDAÇÃO DE UMA LOJA OU TRIANGULO MAÇÔNICO.

O Maçom Antonio Carlos Zamprogna dirigiu a reunião , sendo que inicialmente, adotando antigos usos e costumes dos franco-mações e utilizando a formula própria para a ocasião, invocou a presença consciente do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, e a seguir determinou que o maçom Jose Newton Aymoné , o secretariasse.

 A loja foi fundada em
23 de outubro de 1992
da E:. V:. Or:. de
Porto Alegre, 
Rio Grande do Sul, Brasil.

Em prosseguimento, o dirigente expôs aos demais presentes que a Ordem Maçônica necessitava de impulso e vitalidade, aglomerando homens inteligentes, idealistas e estáveis, os quais estejam dispostos a se empenarem em uma realizada de trabalho e dedicação para, conjuntamente com Respeitáveis lideres maçônicos, promoverem o progresso desta instituição e o de si próprios.

Colocou, então, o dirigente, a palavra a disposição dos presentes para que se manifestassem á cerca de como entendiam a instituição Maçônica, como os maçons poderiam proceder para que pudessem se afinar, colaborando e se integrar nesta instituição e ainda se estariam dispostos a formar um novo grupo, dentro destes princípios firmados.

Após varias exposições e troca de pareceres, obteve se, como síntese da palavra de todos os presentes, que: … tal, como tem sido sucessivamente repetido, a franca maçonaria é uma ordem iniciática, uma sociedade de reflexão, senão secreta, pelo menos discreta. No campo abstrato, do pensamento e das idéias, promove a revela; ao permanente do homem a si mesmo, para que este possa realizar a plenitude de sua personalidade, no que ela tem de melhor.

Compreendemos que a Maçonaria, respeitando todas as crenças relativas à eternidade ou não eternidade da vida espiritual, estimula a seus membros a que procurem, antes de tudo, realizar sobre a terra e por todos os seres humanos o Maximo de desenvolvimento moral e intelectual, condição primeira, para a realização, que é possível, de uma sociedade fraternalmente organizada.

Entendemos que a Maçonaria não impõe nenhum limite a procura da verdade e é para garantir essa liberdade que ela exige de todos a tolerância; acolhendo em se seio, homens de quaisquer raça ou status social, quaisquer seja suas opiniões políticas ou religiosas, desde que sejam livres e de bons costumes.

Em suas sessões secretas ocorre um ensino mutuo pela confrontação de consciências, num clima de respeito e estima recíprocas, único meio de confrontar antagonismos exacerbados, um trabalho pessoal e permanente do homem sobre ele próprio, a elevação de seu comportamento pela tomada de consciência das possibilidades que nela existem.

Ainda reconhecemos que o melhor método de aprendizado é pelo simbolismo, porque este conduz a tolerância, uma vez que e uma atitude que não e num condescendente nem passiva, mas compreensiva e fraterna.

Como Mestres Maçons, que somos, temos conosco, entre outras coisas, o conheci mento da trilogia dos aspectos naturais de todas as coisas, que a Maçonaria mostra a seus membros; por isso aceitamos que e somente pela forca que os maçons, assim como todos os homens , conseguem atingir os objetivos que se propõem, pois e por nossa forca individual que, quando unida , como um feixe de esopo, obtemos a grande energia , a energia vital, a energia que move o mundo e impulsiona a humanidade; no entanto a forca pela forca e ato de seres com natureza não humana. Entendemos que a manifestação de um maçom, que e uma manifestação essencialmente e naturalmente humana, pressupõe harmonia, singeleza e encanto, por isso sua forca deve conviver com a Beleza, que equilibra e complementa, esta complementa nossas ações , assim como uma mulher complementa nossas vidas.

Entendemos que somente os animais e os profanos manifestam sua forca de modo irascível e descontrolado, sistematicamente, através de demonstrações físicas.

Se é pela força que surge nossas manifestações e é pela beleza que as conseguimos torna-lás humanas, é somente pela sabedoria que devemos orientar todas estas manifestações, para que sejamos prudentes e pacíficos; sabemos , também que é pela sabedoria que podemos fazer a união perfeita do maçons, filho da lux? , homem forte de corpo e espírito, com a natureza, mulher meiga, sutil e dócil, possuidora dos mais inefáveis mistérios, mas que nunca se negou de os revelar aos fortes filhos da lux que, com a sabedoria dos iniciados, decifram toda a sua beleza, tornando-a ainda, mais atraente e é sedutora.

Mas não basta ter forca,a beleza e a sabedoria conseguem para realizar a obra que a maçonaria propõe e atingir o progresso; uma vez que a maçonaria se manifesta através dos maçons que são homens, mas estes homens por serem maçons são, por natureza, diferenciados dos reles, por isso devem ascender, chegarão topo diretamente da Mao de Deus , ter a compreensão do etéreo e quando , no limiar dos horizontes da eternidade, ousar conceber a imagem e pronunciar o nome do inefável.

É somente pela fé que o homem se diferencia do cético, cujo único objetivo e a satisfação das necessidades de sua carne, mesmo porque, estes não conseguem ter outras necessidades. A Fe nos inspira a confiança, o idealismo e a compreensão de nosso igual / os homens, mormente os Ma; nos, são seres voláteis, feitos de luz, que foram aprisionados, por decisão divina, dentro de um animal. Sabemos que os Maçons são criaturas e não criadores, mas criados a semelhança divina, portanto temos como essência a bondade e a tolerância e, também por isso, muito embora sejamos efêmeras criaturas materiais, vivendo entre duas eternidades, a infinitamente passada e a infinitamente futura, temos, e sabemos que temos, no mais fundo de nosso intimo, o germe do discernimento, pois temos, por nossa inteligência, a capacidade de discernir o bem do mal e o bom do ruim.

A esperança nos ilumina e acalenta, pois não temos acesso ao porvir, como o criador tem. Ele por sua graça nos concedeu a esperança, para que nos, suas criaturas, pudéssemos trabalhar para realizar a obra para qual fomos concebidos. A esperança nos leva as mais terríveis campanhas, porque, por nosso idealismo e vontade de vencer, concebemos a vitoria.

Acreditamos e esperamos que o coroamento da obra, a grande vitoria humana, se de com o nascimento da caridade. Caridade para consigo mesmo, para com nossos pares e para com a humanidade, porque esta faz os homens se diferenciarem dos comuns, irradiarem Luiz e transformarem-se em cristais… cristais como diamantes… diamantes como pedras…

Dentro do eflúvio deste sentimento, para que sirva de estimulo e provável exemplo aos homens do futuro, os maçons, presentes resolveram fundar um Triangulo Maçônico, com o titulo distintivo de. Dos Obreiros de Pedra, pois por decisão livremente tomada, desejam emprenhar sua forca para a harmonia e o progresso entre os homens, tornando feliz a humanidade, sempre dentro dos limites da tolerância e da prudência, porque tem Fe na razão humana, porque acreditam naquilo que compreendem como reflexo da manifestação do Grande Arquiteto do Universo sabe que e somente pela Fe que os ideais nascem no coração dos homens, o que provoca a aparecimento da esperança, porque toda luta pressupõe esperança na vitoria, esperança que acalenta o frio trabalho solitário que nos dispomos a realizar, para algum dia termos conosco e nossos pares a caridade dos elevados, estimulando a que todos os homens livres da humanidade se empenhem no caminho do progresso, do qual não somos proprietários, mas vigilantes e peregrinos… para que esses homens livres, quando tiverem completado sua missão, sejam reconhecidos, por todos, como benfeitores da humanidade… e sejam dignos, para merecerem, da sociedade em que vivem, uma estatua em praça publica como uma comenda perpetua oferecida por seus reconhecedores… comenda talhada em pedra… um homem transformado em pedra talhada… uma pedra talhada colocada sobre a superfície da terra… e para que estes homens se forem maçons, possam ser chamados, por seus irmãos, de Obreiro de Pedra…